A composição de uma diretoria, no sentido da administração da corporação por um corpo técnico, é um fato recente na história da Orquestra Lira Sanjoanense. Desde 1776, a corporação era regida e administrada pelo o que hoje chamamos de ‘diretor-regente’ e seus auxiliares. Ao longo do tempo, vários estatutos foram redigidos conforme o ‘espírito da época’ assim demandava, exigindo uma atualização da instituição em termos organizacionais. Com a crescente complexidade da sociedade brasileira, a orquestra necessitou se adaptar ao sabor do progresso, tornando-se uma entidade com CNPJ. A mudança ocorreu a partir da década de 1960, com a criação do Cadastro Geral de Contribuintes. Como uma entidade jurídica composta por um quadro de associados, a Orquestra modernizou sua estrutura redigindo um novo estatuto e formando uma diretoria, composta por um conselho diretor (com os cargos de presidente, vice, secretário, tesoureiro e diretor-regente) e um conselho fiscal (com conselheiros titulares e seus respectivos suplentes), ambos eleitos através do voto direto do corpo de associados: os músicos. A partir de 1998, com a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), mesmo com a atualização da última estatuinte (ocorrida em 2015) a organização administrativa da Orquestra se manteve.
Cada diretoria possui uma marca na história da instituição. Cada liderança, através da figura do presidente e do diretor-regente, deixou expressiva contribuição e o compromisso e a lealdade sempre foram elementos distintivos de cada personagem, eternizados para sempre nos anais da corporação.










