Galeria de personalidades contemporâneas
Nesta seção, a corporação homenageia nesta galeria os músicos que se destacaram por sua trajetória, por seu brilhantismo, por sua renúncia e dedicação. Nesta galeria, são homenageados os músicos contemporâneos, ou seja, atuantes da década de 1950 para a atualidade.
“O nosso patrimônio é, acima de tudo, a nossa gente, os rapaduras, os que construíram e seguem construindo a Lira!”
Maria da Conceição Santos (07/12/1932 – em atividade)

Maria da Conceição Santos, ou Tia Maria, ou Tia Bilia ou ainda simplesmente Maria. Dona de uma voz inconfundível, Maria encarna a tradição lirense, a mais sênior rapadura ainda em atividade. Contralto, Maria se destacou no passado como uma das grandes vozes sanjoanenses. Na atualidade, ainda encanta com sua presença firme, séria e sempre amável. Ingressou na Orquestra em 08 de fevereiro de 1955, portanto, em 2026, completando 71 anos de dedicação no auge dos seus 93 anos de idade. Baluarte da corporação, atuou como secretária e também como tesoureira, exercendo as funções com distinção. Dona de um repertório refinado, em sua voz se ouviu (e ainda se houve) o dueto do Applaudatur, da Novena de Nossa Senhora da Boa Morte do compositor João Feliciano; partes para contralto da Missa da Assunção (Pe. José Maria Xavier); Collegerunt Pontífices (Emerico Lobo de Mesquita); Communio (Geraldo Barbosa); partes solo das Matinas da Assunção (Pe. José Maria Xavier)
José Justino Fernandes (12/12/1934 – em atividade)

José Justino Fernandes, ou simplesmente Justino. Um dos baluartes da Orquestra, sendo o segundo componente mais sênior da corporação ainda em atividade. Ingressou na orquestra em agosto de 1948, sendo – em termos de atividade – o membro mais antigo da entidade. Rapadura desde o berço, pertence a um dos mais tradicionais ramos da famílias Batista Lopes e dos Miranda, esses últimos, fundadores da Lira e aparentados ao Pe. José Maria Xavier. Violista, inclusive toca o instrumento que pertenceu ao padre mestre. Atuante também como baixo profundo, religiosamente canta – pelo menos uma vez ao ano – o Oh Gloriosa Virginum do Pe. José Maria Xavier, em ato de profunda devoção à Virgem das Mercês durante sua novena em setembro. No passado, foi presidente da Orquestra entre os anos 2001 e 2008, função que exerceu com a seriedade e dedicação que lhe são característicos. Dono de um humor irreverente e de uma fortaleza inabalável, Justino é sem dúvidas um dos mais icônicos membros ainda em atividade da Lira Sanjoanense, assumindo para si orgulhosamente o epíteto: “Sou rapadura, sou da Lira e não posso negar”.
