Neste espaço, apresentamos uma seleção de arquivos fotográficos pertencentes ao acervo institucional. O acervo foi construído de forma coletiva, sendo produzido e acumulado por membros da orquestra, admiradores e fotógrafos profissionais. O intuito desse acervo, primordialmente, foi o de arquivar e preservar eventos da corporação ao longo das décadas. O que se apresenta neste espaço, portanto, é o testemunho de ações cotidianas da corporação, onde ficou registrada sua presença em concertos, eventos, missas, novenas, reuniões e confraternizações ao longo do tempo. Importante ressaltar que o acervo fotográfico da orquestra também possui registros iconográficos alheios à corporação, mas que de alguma forma auxiliam na memória da própria instituição. Reafirmamos, nesse sentido que o aqui se expõe é uma seleção cuidadosa, não representando a totalidade do acervo físico.
IMPORTANTE: Os arquivos fotográficos não são disponibilizados para consulta presencial no arquivo
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Na foto: Recenvindo dos Santos, Beatriz Pereira, Maria José, Maria da Conceição Santos, Maria José Chula, Lúcia Lara, Irene Sacramento, Fausto Batista, José dos Santos, Terezinha Salles, Marta Theixeira, Ênio Nascimento, Maria José Santos, Agostinho de Assis, Pedro de Souza, Benigno Parreira, Antônio Moura, José Geraldo, Levindo de Lima, Ibrahim Felipe, José Falconieri, Henrique Clemente, Aluízio Viegas, Osvaldo Cecílio, Geraldo Barbosa, João Américo, Francisco de Paula, Henrique Viegas, José Lourenço Parreira, José de Castro


Luiz Baptista Lopes (São João del-Rei: 25/08/1854 – 28/03/1907)
Fotografia de meados de 1880 – Cópia preparada entre 1912 e 1913 para o Álbum da cidade de São João del-Rei de Tancredo Braga – Arquivo OLS
Luiz Baptista Lopes foi quem assumiu a direção da Lyra Sanjoanense em 1882, permanecendo à sua frente por um quarto de século, até sua morte no ano de 1907. Nascido em São João del-Rei, em 25 de agosto de 1854, filho do musicista e professor Irênio Baptista Lopes e de Rita Maria de Jesus Lopes, casou-se pela primeira vez em 28 de outubro de 1874 com Maria Libânia de Jesus. Em segundas núpcias, casou-se com Olinda Guimarães Batista Lopes em 3 de maio de 1896. Quando assumiu o cargo de maestro da Lyra, uma verdadeira festa foi feita para recebê-lo. Em suas Efemérides, Sebastião de Oliveira Cintra cita um depoimento importante acerca das condições econômicas modestas em que viveu Luiz Baptista Lopes: “[…] Consignou Mons. Gustavo sobre ele às folhas 9 do Livro de óbitos da Paróquia do Pilar: ‘provecto músico, honra da sua terra, imaginário, artista de gosto e sempre pobre […]. Baptista Lopes foi um dos notáveis exemplos de negros que, através da música, conseguiram obter prestígio e distinção numa sociedade escravocrata. (COELHO, Eduardo Lara. Coalhadas e rapaduras: estratégias de inserção social e sociabilidades de músicos negros – São João del-Rei, século XIX)




Lira Sanjoanense em Juiz de Fora, MG (Final do século XIX)
Neste raro registro, temos a parte da Orquestra Lira Sanjoanense numa viagem à Juiz de Fora, no final do século XIX. Nesta fotografia, se identificaram os seguintes músicos: Francisco do Carmo Teixeira Pinho (flautista); João Francisco da Matta (ao lado do contrabaixista); Martiniano das Chagas Viegas, o ‘Capitão Funga’ e Fernando de Souza Caldas.



Hermenegildo José de Souza Trindade (São João del-Rei, 1806-1887)
Hermenegildo Trindade foi músico da Orquestra Lira Sanjoanense, assumindo por duas vezes o cargo de diretor-regente da corporação: a primeira vez entre 1855 a 1864 e depois entre 1871 a 1875. O músico, hábil baixo, foi amigo próximo do compositor Pe. José Maria Xavier. Além disso, foi hábil copista de partituras, sendo provavelmente o responsável pelas cópias de obras do século XVIII, entre elas o Alerta Mortais, até então considerado como sendo de autoria do compositor e músico tiradentino, Manoel Dias de Oliveira.




Marta Teixeira, soprano
Marta Teixeira foi uma das mais célebres sopranos da história da Orquestra Lira Sanjoanense no século XX. Dona de uma voz consagrada, ficou reconhecida pela capacidade técnica e pela qualidade operística, se destacando não apenas pelo repertório sacro, mas principalmente pelas interpretações profanas na concorrida Sociedade de Concertos Sinfônicos de São João del-Rei. Sua interpretação de Oh Beate Sebastiane (Pe. José Maria Xavier) a qualificou como uma das melhores sopranos de sua geração. FOTO: Arquivo da OLS (doação da própria Marta Hilário, em foto no ano de 1993)



Dr. Pedro de Souza (1902-1995), diretor-regente
Pedro de Souza foi um dos principais responsáveis pela inserção da Orquestra Lira Sanjoanense no século XX. Dono de uma personalidade austera e rígida, foi um dos maiores regentes da corporação, com 80 anos de dedicação à ‘família rapadura’. Filho de outro diretor-regente (e glorioso compositor) João Feliciano de Souza, Pedro atuou também por muitos anos como diretor do Conservatório Estadual de Música e também regente e presidente da Sociedade de Concertos Sinfônicos. Laureado pela boa fama e pelo prestígio na urbe são-joanense, Pedro de Souza foi considerado uma ‘instituição’ da vida musical na cidade e também em Minas Gerais, tornando-se a grande referência. Foi amigo íntimo do famoso musicólogo Francisco Curt-Lange.











Geraldo Ivon da Silva, o “Patusca” (1916-2012) violinista
Geraldo Ivon, o famoso Patusca, nasceu em 10 de julho de 1916. Músico desde criança, teve como principal professor de violino o grande mestre Japhet Maria da Conceição. Com 14 anos de idade, em 1930, Geraldo ingressa na Orquestra Lira Sanjoanense como violinista, pertencendo a ela até sua morte. Também teve intensa atuação na Orquestra da Sociedade de Concertos Sinfônicos, para cujo brilho ele muito contribuiu. Também como professor sempre se destacou, mostrando imenso amor pelo magistério, como também constante entusiasmo e dedicação a seus alunos, que muito o consideram como mestre e amigo. Jamais deixou de lecionar.
Desde o início do funcionamento do Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier, o Sr. Geraldo, até sua aposentadoria, assumiu o cargo de consertador e afinador de instrumentos. Foi um dos mais famosos violinistas da Lira Sanjoanense, detentor de exímio som cuja precisão se tornou lendária. Para os seus contemporâneos, sua interpretação do solo de violino no ‘Applaudatur’ da Novena de Nossa Senhora da Boa Morte, de autoria do Pe. José Maria Xavier, foi considerada a mais emocionante. Patusca faleceu em 02 de maio de 2012.












As ‘Verônicas’ da Lira Sanjoanense: As sopranos Alice Peixoto e Fátima Batista Lopes. Visitação aos Passinhos na Semana Santa em São João del-rei, 2026.


